"— Minha filha mais nova queria o iogurte que vem com bolinhas, mas negociamos e ela aceitou levar o mais barato. A torrada também é a que está com preço mais baixo e porque levando três a quarta sai de graça."
"— O suco que meus filhos levam para escola, por exemplo, está muito mais caro e tudo que eu compro é em triplo, então cada aumento faz uma diferença muito grande no total. Está tudo muito caro e nossa renda não aumenta nessa proporção."
"Se as previsões já apontavam quase todas para que o BCE tomasse novas medidas de combate à deflação na reunião agendada para 10 de Março, os dados divulgados esta segunda-feira pelo Eurostat desfizeram as últimas dúvidas. A inflação na zona euro voltou a cair para valores negativos no mês de Fevereiro reforçando a ideia de que o banco central liderado por Mario Draghi não está a conseguir fazer subir a inflação e que será obrigado a ir mais longe na sua política de estímulos à economia. A dúvida está em saber até onde é que o BCE pode e quer ir.
De acordo com os dados preliminares publicados esta segunda-feira pelo gabinete de estatísticas europeu, a taxa de inflação homóloga na zona euro passou de 0,3% em Janeiro para -0,2% em Fevereiro. É o regresso, passados cinco meses, a um valor negativo para a inflação. A última vez que tal tinha acontecido tinha sido em Setembro do ano passado.
O resultado é em grande parte explicado por aquilo a que se tem assistido no mercado internacional de produtos energéticos. Os valores baixos que se verificam actualmente nos preços do petróleo estão a conduzir a uma pressão em baixa para os valores da inflação, tendo-se acentuado esta tendência em Fevereiro.
No entanto, é também notório que existe uma desaceleração da inflação noutros produtos. A taxa de inflação excluindo os bens mais voláteis como os combustíveis ou os alimentos caiu em Fevereiro de 1% para 0,7%, o que aumenta os receios de que se esteja a assistir a um contágio da pressão deflacionista trazida pelo petróleo para outras classes de produtos.
Uma taxa de inflação negativa, embora possa significar no imediato uma ajuda para o poder de compra dos europeus, constitui a prazo uma ameaça para a evolução da economia e do emprego. Uma economia que caia na armadilha da deflação – com um período prolongado de taxa de inflação negativa – pode conduzir a sucessivos adiamentos de decisões de consumo e investimento por parte das famílias e das empresas, afectando o ritmo da actividade económica e diminuindo o número de empregos.
Inflação com depressão é estagnação é estagflação. Significa uma queda do poder de compra da população, e claro que os pobres são os mais afetados, afinal, são os primeiros a perder o emprego e possuem menos poupança para aguentar os momentos difíceis.
"Nos últimos 115 anos, o Brasil passou por nove crises econômicas importantes. Guerras mundiais e crises financeiras provocaram quatro recessões de 1900 até 1943, segundo gráfico de PIB per capita, que é a divisão do PIB pelo número de brasileiros. Depois tivemos ciclos recessivos no forte ajuste feito pelo regime militar, na crise da dívida externa, no confisco do plano Collor, na crise da Rússia e adoção do câmbio flutuante. E a de agora, que começou em 2014 e promete continuar em 2016." http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/03/alem-da-recessao-brasileiros-enfrentam-inflacao-alta-e-persistente.html
"Trinta anos após o primeiro grande plano para conter a inflação - o Plano Cruzado -, a alta dos preços no Brasil volta a assombrar a população. No ano passado, quando o índice oficial do País, o IPCA, chegou a 10,67%, o percentual de variação de preços aproximou-se dos patamares atingidos em 2002, quando a taxa chegou a 12,53%. Antes disso, o último ano em que foram registrados os temidos dois dígitos foi 1995, já no fim do período hiperinflacionário que o País enfrentou durante duas décadas, entre as décadas de 1980 e 1990. Para quem conviveu com uma inflação que, ao ano, já chegou a três e até a quatro dígitos (a maior alta ocorreu em 1993, quando o IPCA alcançou exatos 2.477,15%), a casa decimal não causa o mesmo temor que há 30 anos pairava sobre o País, mas já é um sinal de alerta.
O contexto da economia brasileira, antes da década de 1980, já era o da inflação de dois dígitos por ano. Somado a isso, a política fiscal perdia credibilidade, com o aumento consecutivo do déficit público. Esse cenário foi ficando mais nebuloso com revezes econômicos internacionais, como o choque do petróleo e a crise da dívida. Estavam reunidas as condições que levariam à hiperinflação. "Houve uma desvalorização absurda do câmbio, e tudo isso provocou aumentos de preços muito fortes em uma economia que já não vinha muito bem", explica o doutor em Economia e coordenador do curso de Relações Internacionais do Ibmec/MG, Reginaldo Nogueira.
Essa avalanche é resultado de um ciclo de aumentos, em que uma elevação de preço levava a outra em um efeito em cadeia que parecia não ter fim. Assim era a indexação, que está se propagando, novamente, na atual economia brasileira. "Parece que a gente não aprendeu. Depois de 20 anos, estamos voltando a criar os mecanismos de indexação", avalia o doutor em Economia e professor titular da Ufrgs Marcelo Portugal.
Outro fenômeno inerente à elevação dos preços é a inércia inflacionária. "É mais ou menos o que está acontecendo agora", introduz Nogueira. Quando se perde a capacidade de previsibilidade os índices de inflação, o natural é que os preços comecem a replicar taxas anteriores. Dessa forma, aquela elevação que seria de curto prazo, apenas um choque temporário, acaba se estendendo por um período maior se não houver uma sinalização clara do patamar dos preços no médio e longo prazo. "As pessoas não sabem para onde os preços vão convergir, porque, nos últimos anos, o Banco Central simplesmente ignorou a meta de 4,5%."
Tanto a inércia quanto a indexação estão entre as razões que fazem com que a inflação atual esteja tão persistente, afirmam os economistas. São, também, as mesmas origens que, há 30 anos, conduziram o País para o descontrole inflacionário. Apesar de não haver risco de eminente retorno a percentuais tão altos quanto os daquele período, a sinalização é de que a economia brasileira ainda irá caminhar em meio a tropeços nos próximos anos."
Washington - O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA subiu 0,1% em janeiro, na comparação com dezembro, informou o Departamento do Trabalho. Excluindo itens voláteis, como energia e alimentos, o núcleo do PPI avançou 0,4%. Economistas consultados pela Dow Jones Newswires previam queda de 0,2% no PPI e alta de 0,1% no núcleo.
A inflação oficial, medida pelo ÍndiceNacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do mês de junho apresentou variação de 0,79% acelerando em relação a maio (0,74%). No acumulado dos últimos 12 meses o indicador atingiu 8,89%, mais do que ...
Foi da porta de casa para dentro que a alta dos preços mais impactou o índice oficial de inflação. O principal vilão foi a energia elétrica. A conta de luz foi nas alturas com alta acumulada de 42,03%. Em segundo lugar ficou a alimentação com alta ...
No mesmo dia em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflaçãooficial, medida pelo IPCA, somou 8,47% em doze meses até maio, o maior patamar desde 2003, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, declarou, em ...
O Banco Central tem plena confiança na possibilidade de levar a inflaçãopara o centro da meta de 4,5% no final do próximo ano, afirmou nesta sexta-feira (12) o diretor de Assuntos Internacionais do BC, Tony Volpon, acrescentando que a postergação do ...
Difícil encontrar um alimento que não tenha encarecido bastante no último ano, bem mais do que a taxa de inflação básica, o IPCA. O tomate já deixou de ser o vilão a muito tempo. Brincaram que era só o tomate, mas daqui pouco não compramos nem mais tempero, quiçá a carne! Depois de um longo período de alta no preço, agora é o preço da cebola que dispara!
Em maio, o IPCA (Índice Nacional dePreços ao Consumidor Amplo) apresentou variação de 0,74%. Nos últimos 12 meses, o índice atingiu 8,47%, mais do que nos 12 meses anteriores, quando fechou em 8,17% e bem acima do teto da meta de inflação do ...
O Índice de Preços ao Consumidor de Curitiba (IPC), calculado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES), para maio foi de 1,47%, configurando o maior resultado para o período desde 1999, quando teve início a série ...
População terá até setembro para trocar o dinheiro, que já não era usado efetivamente a não ser como souvenir.
BBC
O governo do Zimbábue está tirando de circulação a moeda do país e introduzindo um novo sistema financeiro para lidar com a hiperinflação.
Moedas estrangeiras como o dólar americano e o rand (da África do Sul) já são usadas na maioria das transações do país desde 2009 - já que a moeda local entrou em colapso e foi descartada na prática, por conta da alta galopante de preços.
Dólares zimbabuanos não são usados efetivamente, exceto quando alguma nota é vendida como souvenir.
Mas, a partir de segunda-feira, a população vai poder começar a trocar valores de até 175 quadrilhões de dólares zimbabuanos (175.000.000.000.000.000) por US$ 5.
Quantias mais altas serão trocadas a uma cotação de 35 quadrilhões de dólares zimbabuanos para US$ 1.
"Não podemos ter dois sistemas com duas moedas diferentes. Temos que preservar a integridade do sistema de multimoedas ou a dolarização do Zimbábue", afirmou o chefe do Banco Central do país, John Mangudya.
Zimbabuanos têm até setembro para trocar a moeda local.
Carrinho de mão
Com a hiperinflação, os preços mudam várias vezes por dia, há escassez de alimentos e cenas inusitadas, como moradores levando o dinheiro ao banco com carrinhos de mão, são corriqueiras.
Um zimbabuano disse à agência Associated Press que costuma usar as notas locais como adubo.
Outras moedas começaram a ser usadas com frequência no país em 2009. No ano anterior, a inflação anual havia chegado a 231.000.000% ao ano, salários e aposentadorias não valiam nada, a maior parte das escolas e hospitais fechou e ao menos oito em dez pessoas estavam desempregadas.
A nota mais alta era a de 100 trilhões de dólares zimbabuanos.
Neste momento, a política de aumento da taxa básica e juros (Selic) é um remédio necessário para que a taxa de inflação convirja para o centro da meta (4,5%), disse nesta segunda-feira 01, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa
Pela sétima semana consecutiva, os analistas ouvidos pelo Banco Central para o Relatório de Mercado Focus elevaram a previsão para o IPCA deste ano. A expectativa é que o índice oficial de inflação encerre 2015 em 8,39%, contra 8,37% da semana ...
"A atual metodologia mantém a decomposição da taxa
de inflação em seis componentes: (i) variação cambial;
(ii) inércia associada à parcela da inflação que excedeu
a meta; (iii) diferença entre expectativas de inflação
dos agentes e meta; (iv) choque de oferta3
; (v) inflação
de preços livres, excluídos os efeitos dos quatro itens
anteriores; e (vi) inflação de preços administrados por
contratos e monitorados, retirando-se os efeitos do
item “(ii)”. Vale ressaltar que essas estimativas são
aproximações construídas com base em modelos e,
portanto, estão sujeitas a incertezas inerentes ao processo
de modelagem."
A inflação calculada pelo IGP-M apresentou redução no mês de maio na comparação com o mês de abril, passando de 1,17% para 0,41%. A queda no índice se verificou tanto nainflação no atacado, medido pelo IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo, ..
Ministro não quer reajuste de servidores atrelado à inflação
'Estamos trabalhando para desindexar a economia', diz Nelson Barbosa. Ele também falou sobre concursados da Anvisa e do Banco Central.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, afirmou nesta quarta-feira (27) que a política do governo federal não é proporcionar reajuste de salário para os servidores públicos indexado à variação da inflação. As conversas com representantes de mais de 40 categorias de servidores públicos começaram em março.
Nelson Barbosa, em imagem de arquivo (Foto: GloboNews)
"Estamos trabalhando para desindexar a economia. Queremos fazer uma proposta [para os servidores públicos] até o fim de junho e fechar acordo até o fim de julho para colocar no orçamento", declarou o ministro durante audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional. A proposta de orçamento de 2016 tem de ser enviada ao Congresso em agosto.
O último aumento anunciado pelo governo federal para a maior parte das categorias de servidores públicos foi em 2012, com vigência entre 2013 e 2015. O percentual foi de 15,8% a sete carreiras do funcionalismo público do Executivo federal, parcelado em três parcelas, até 2015. Mais de 1,6 milhão de servidores foram contemplados com este reajuste.
Em março, o Unacon Sindical, falando em nome do Fórum de Servidores, que reúne 32 categorias, abrangendo 90% dos servidores federais, pediu um aumento de 27,3% para o ano de 2016 - percentual relativo à variação do IPCA (inflação oficial do país) acumulado de julho de 2010 a agosto de 2016, acrescidos de 2% de ganho real e descontados os 15,8% concedidos em 2012. Em março, Nelson Barbosa já havia informado que não seria possível atender atender a essa proposta dos servidores.
As previsões do mercado financeiro para o comportamento da inflação e do nível de atividade da economia brasileira neste ano nova registraram piora na semana passada.
A estimativa de inflação dos analistas dos bancos para este ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, passou de 8,31% para 8,37%. Com isso, registrou a sexta semana consecutiva de aumento. Já a expectativa para o PIB passou de um recuo de 1,2% para uma queda de 1,24%.
PREVISÕES PARA O IPCA 2015
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Fonte: BCB
Se confirmada, a inflação de 2015 atingirá o maior patamar desde 2003, quando ficou em 9,3%. Para 2016, a previsão dos economistas para o IPCA ficou estável em 5,50% na última semana. Os dados fazem parte do boletim Focus, uma pesquisa conduzida pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras no período, e divulgada nesta segunda-feira (25).
A expectativa oficial do governo para a inflação deste ano, divulgada no decreto de programação financeira, está em 8,26%. A equipe econômica informou, na ocasião, que está utilizando as previsões do mercado financeiro em seus documentos.
Segundo economistas, a alta do dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.
Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Com isso, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde 2003.
PREVISÕES PARA O PIB 2015
Em %
Fonte: BCB
Produto Interno Bruto
Para o comportamento do PIB neste ano, os economistas do mercado financeiro baixaram sua previsão, na semana passada, para uma retração de 1,24%. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%. Até então, a estimativa era de um recuo de 1,2%.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para 2016, o mercado manteve sua previsão de alta do PIB em 1%.
No fim de março, o IBGE informou que a economia brasileira cresceu 0,1% em 2014. Em valores correntes (em reais), a soma das riquezas produzidas no ano passado chegou a R$ 5,52 trilhões, e o PIB per capita (por pessoa) caiu a R$ 27.229. Esse é o pior resultado desde 2009, ano da crise internacional, quando a economia recuou 0,2%.